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Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2026

A conta que ninguém quer fazer no empreendedorismo brasileiro - 10/01/26


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Imagem criada e divulgada pela revista Sonho & Negócios
Imagem criada e divulgada pela revista Sonho & Negócios

Na Sonho & Negócios, a gente observa todos os dias uma contradição silenciosa no empreendedorismo brasileiro. Nunca se falou tanto em inovação, startups e tecnologia. Mas, na prática, milhões de pequenos negócios continuam quebrando pelo mesmo motivo de décadas atrás: falta de controle básico do dinheiro.

O discurso moderno insiste em vender a ideia de que crescer é investir em marketing, redes sociais e presença digital. E sim, isso importa. Mas quase ninguém fala do que é menos glamouroso e muito mais decisivo: a maioria dos empreendedores não sabe, de verdade, quanto custa manter o próprio negócio aberto.

A gente conversa com comerciantes, prestadores de serviço e microempreendedores em cidades médias e pequenas, e a resposta quase sempre se repete. Muitos sabem quanto vendem, mas poucos sabem quanto realmente lucram. Faturamento vira sinônimo de ganho. O dinheiro entra e sai quase na mesma velocidade, sem planejamento, sem separação clara entre pessoa física e jurídica.

E não, o problema não é falta de vontade. É falta de cultura financeira aplicada ao dia a dia do negócio. O empreendedor aprende a vender, aprende a divulgar, aprende a improvisar. Mas não aprende a ler números simples. Isso cria uma ilusão perigosa: o negócio parece vivo, mas está se sustentando em areia.

Outro ponto que a gente vê pouco ser discutido é como muitos negócios acabam funcionando como extensão da renda familiar. A empresa paga contas pessoais, cobre emergências domésticas e vira um caixa único. Quando surge um imprevisto, o capital de giro some. Quando o fim do mês chega, não existe reserva — só sobrevivência.

Essa realidade ajuda a explicar por que tantos negócios não resistem a pequenas crises. Não é só concorrência. Não é só imposto. Não é só economia. É a ausência de uma estrutura mínima de gestão financeira. Muitos negócios não fecham por falta de clientes, mas por falta de clareza.

Também existe uma romantização do improviso. O empreendedor que “se vira”, que “dá um jeito”, que “resolve no aperto”. A gente sabe: isso até funciona no curto prazo. Mas cobra um preço alto no médio e longo prazo. Improvisar sempre é, no fundo, não planejar nunca.

O mais preocupante é que essa fragilidade quase nunca aparece nas redes sociais. O que se vê são vitrines bonitas, frases de efeito e discursos motivacionais. Poucos mostram o bastidor real: planilhas simples, controle de despesas, metas possíveis e decisões difíceis.

Aqui na Sonho & Negócios, a gente acredita que o futuro dos pequenos negócios não depende só de tecnologia ou inovação. Depende de maturidade. Entender que empreender é administrar, decidir, organizar e, muitas vezes, dizer não. Sem isso, o negócio cresce por fora e apodrece por dentro.

Talvez o debate mais urgente não seja sobre como vender mais, mas sobre como manter o negócio vivo quando as vendas oscilam. Quem entende isso antes, sobrevive. Quem ignora, acaba repetindo esse ciclo silencioso que quase ninguém gosta de mostrar.



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