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Segunda-Feira, 17 de Junho de 2024

Parto humanizado: informação e segurança para mãe e bebê - 17/11/23


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*Por Alice Schultes, a convite de Huggies

Quando falamos em parto, logo nos vem à mente aquele momento mágico do nascimento de uma criança. E, entre as várias formas de dar à luz, o termo "parto humanizado" tem ganhado destaque. Mas, afinal, o que isso significa?



O parto humanizado não é um tipo específico de parto, mas sim uma abordagem que considera a mãe e o bebê como protagonistas desse momento. Nele, a mãe tem autonomia, é respeitada em suas escolhas, e o bebê nasce cercado de respeito, afeto e segurança.



Diferença de um parto humanizado para um parto não humanizado



A principal diferença é a forma como a mãe e o bebê são tratados. No parto humanizado, as intervenções médicas são feitas apenas quando realmente necessárias, respeitando o tempo de cada mulher e de cada bebê. Já em um parto não humanizado, por vezes, a mãe pode se sentir apenas como um "número", com procedimentos-padrão sendo aplicados, independentemente da vontade dela.



O motivo do sistema obstétrico no Brasil não ter muitos partos humanizados



Infelizmente, há uma cultura no Brasil que prioriza procedimentos rápidos e mais rentáveis para os hospitais, como as cesáreas, em detrimento do tempo natural que um parto pode demandar. Isso, somado à falta de atualização e de preparo de alguns profissionais, e à falta de conhecimento de muitas gestantes, faz com que o parto humanizado não seja tão comum quanto deveria.



A taxa de cesarianas no Brasil é uma das mais altas do mundo. Aqui estão alguns dados até o meu último ponto de corte em 2022:



No Sistema Único de Saúde (SUS) – A taxa de cesarianas está por volta de 40%. No entanto, é importante ressaltar que esses números podem variar dependendo da região e do hospital.



Na rede privada – A situação é ainda mais marcante, com taxas que ultrapassam 80% em alguns hospitais.



Média geral – A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a taxa de cesáreas não ultrapasse 15% do total de nascimentos. No entanto, no Brasil, essa taxa tem se mantido acima de 55% nos últimos anos.





A importância da informação baseada na ciência



A ciência é uma grande aliada da saúde e da maternidade. Informações baseadas em estudos e pesquisas garantem que mães e bebês recebam os melhores cuidados. Afinal, cada gestação é única e merece atenção especial.



Respeitar as decisões da mãe

Cada mulher tem sua história, seus medos e seus desejos. Respeitar suas escolhas significa valorizar sua voz e garantir que ela se sinta segura e amparada.



Evitando violências obstétricas

A violência obstétrica vai além de agressões físicas. Comentários desrespeitosos, procedimentos sem consentimento ou a imposição de decisões são formas de violência. Promover um parto humanizado é também lutar contra essas práticas.



Respeito à escolha das gestantes

Assim como respeitar as decisões, respeitar a escolha das gestantes é fundamental. Seja a opção por um parto natural, uma cesárea ou o uso de anestesia, cada mulher sabe o que é melhor para si e para seu bebê.



Benefícios do parto humanizado
O parto humanizado traz diversos benefícios para o bebê, assim como para a mãe. Aqui estão alguns dos benefícios mais destacados para o recém-nascido:



Menor estresse – Durante um parto humanizado, a abordagem respeitosa e natural ajuda a reduzir os níveis de estresse do bebê, uma vez que a transição do útero para o mundo externo ocorre de maneira mais tranquila e gradativa.



Estímulo à respiração – O processo do parto vaginal natural ajuda a eliminar o líquido pulmonar do bebê, facilitando a respiração após o nascimento.



Colonização beneficial – Ao passar pelo canal vaginal da mãe, o bebê entra em contato com bactérias que ajudam a colonizar seu intestino, fortalecendo seu sistema imunológico.



Vínculo imediato – Em um parto humanizado, geralmente se promove o contato pele a pele entre a mãe e o bebê imediatamente após o nascimento. Esse contato imediato estimula a amamentação, regula a temperatura do bebê e fortalece o vínculo afetivo.



Menor exposição a medicamentos – Em partos humanizados, muitas vezes há menor uso de medicamentos, como anestesias e ocitocina artificial, o que significa que o bebê também estará menos exposto a essas substâncias.



Amamentação mais facilitada – O contato imediato e o menor uso de medicamentos muitas vezes facilitam o início da amamentação, pois tanto a mãe quanto o bebê estão mais alertas e conectados.



Circulação ótima – O clampeamento tardio do cordão umbilical, muitas vezes praticado no parto humanizado, permite que o bebê receba uma quantidade adicional de sangue do cordão, que é rico em ferro e ajuda a prevenir a anemia.



Menor risco de problemas respiratórios – Partos por cesárea, principalmente quando não há trabalho de parto, estão associados ao risco maior de problemas respiratórios em recém-nascidos. O parto humanizado, ao priorizar o parto vaginal, quando possível, pode reduzir esse risco.



Desenvolvimento neurossensorial – A passagem pelo canal vaginal estimula e desafia o sistema neurossensorial do bebê, auxiliando no seu desenvolvimento.



Respeito ao tempo do bebê – Em um parto humanizado, respeita-se o tempo do bebê, permitindo que ele nasça quando estiver pronto, a menos que haja indicações médicas contrárias.



O acompanhante

O acompanhante tem um papel fundamental durante o trabalho de parto, parto e pós-parto imediato. A presença de um acompanhante de confiança, seja ele o parceiro(a) da gestante, um familiar, amigo ou mesmo uma doula, oferece suporte físico, emocional e informativo à mulher, proporcionando uma experiência de parto mais positiva e segura.



Além do suporte emocional e encorajamento, o principal papel do acompanhante é ser o "advogado" da gestante, visto que ela estará em momentos vulneráveis e cheia de hormônios, o que pode impedir que ela faça as escolhas por ela mesma. 



Em algumas situações, o acompanhante pode ter de defender os desejos e direitos da gestante, especialmente em ambientes hospitalares onde práticas rotineiras podem não estar alinhadas com o desejo da mãe.



Conclusão

O parto humanizado é, acima de tudo, uma abordagem cheia de amor e respeito. E todos nós, seja como profissionais de saúde, familiares ou sociedade, temos o papel de garantir que cada mãe e bebê vivenciem esse momento da forma mais afetuosa e segura possível.



E aqui estão algumas atitudes que você pode tomar para conseguir seu tão sonhado parto humanizado:

Educar-se sobre a gestação e o parto;
Você e seu acompanhante devem elaborar e decorar o plano de parto;
Respeitar o tempo do bebê, até estar em trabalho de parto ativo (para gestações saudáveis);
Protagonismo, a gestante deve sentir-se no controle e ser a principal tomadora de decisões;
Conhecer seus direitos, os do bebê e de seu acompanhante.

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*Alice Schultes é médica ginecologista e obstetra há mais de 10 anos.



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