Início
Tecnologia
Saúde
Negócios
Variedades
 
Contato
Indique
Incluir Notícia
Domingo, 08 de Fevereiro de 2026

Frio e o sistema nervoso: por que os sintomas neurológicos pioram no inverno? - 16/07/25


Compartilhar:

freepik
freepik


Mesmo em um país tropical, alguns invernos no Brasil trazem períodos de frio intenso — e seus efeitos não atingem a todos da mesma forma. Pessoas que convivem com doenças neurológicas costumam relatar piora de sintomas como dores, formigamentos, rigidez muscular e fadiga. Essas manifestações não são meras coincidências: a queda de temperatura afeta diretamente o funcionamento do sistema nervoso central e periférico.
Condições como esclerose múltipla, polineuropatias periféricas, doença de Parkinson e outras enfermidades neurológicas como enxaqueca, podem se tornar mais sintomáticas durante os meses frios. Mas por que isso acontece?
De acordo com o neurologista, Dr. Mateus Boaventura, neurologista do Hospital Sírio Libanês, há pelo menos três mecanismos principais pelos quais o frio pode intensificar os sintomas neurológicos. “Quando o corpo esfria, ele ativa uma série de mecanismos automáticos para manter sua temperatura interna. A termorregulação é uma função vital do sistema nervoso autônomo”, explica o médico.
Os mecanismos apontados por ele são:
1. Vasoconstrição: Em temperaturas baixas, os vasos sanguíneos se contraem, reduzindo o fluxo de sangue para extremidades e até mesmo para estruturas do sistema nervoso. Essa redução pode comprometer a oxigenação e o metabolismo neuronal, favorecendo o surgimento ou agravamento de sintomas.
2. Alterações na condução nervosa: Nossos nervos funcionam com base em sinais elétricos e canais iônicos que regulam sua excitabilidade. O frio pode interferir nesses canais, especialmente em nervos já comprometidos, dificultando a condução dos impulsos elétricos. É como se os nervos ficassem “menos responsivos”.
3. Desbalanço energético: A temperatura fria altera o metabolismo celular e aumenta o gasto energético do organismo. Isso pode impactar diretamente as células nervosas, que têm alta demanda energética constante para manter seu funcionamento adequado.
Esses fatores ajudam a explicar por que pessoas com esclerose múltipla podem sentir o retorno de formigamentos antigos, aumento da rigidez muscular ou dores. Já na doença de Parkinson, é comum que sintomas como tremores, rigidez e sensação de estar “travado” se intensifiquem.
Outro exemplo importante é a enxaqueca: em alguns casos, o clima frio pode desencadear ou agravar crises. O ar gelado, as variações bruscas de temperatura e até alterações na pressão atmosférica somados à vasoconstrição desencadeada pelo frio também contribuem para aumentar a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca.
Além disso, pacientes com neuropatias periféricas costumam relatar maior sensibilidade à dor, dormência e sensação de choque ou queimação em ambientes frios.
O que pode ser feito?
Entender esses processos permite intervenções mais eficazes. De acordo com o neurologista, medidas simples podem aliviar significativamente os sintomas e melhorar a qualidade de vida durante o inverno. Algumas recomendações incluem:
• Vista-se em camadas, com roupas de tecidos como lã ou seda, que ajudam a reter o calor corporal. Mantenha-se aquecido mesmo dentro de casa;
• Evite exposição prolongada ao frio e procure se aquecer imediatamente ao voltar para ambientes fechados. Beber líquidos quentes ou usar cobertores térmicos pode ajudar a normalizar a temperatura corporal;
• Mantenha a casa aquecida, idealmente com temperatura ambiente de pelo menos 20 °C;
• Use bolsas térmicas, banhos quentes ou aquecedores corporais para aliviar rigidez muscular e dores articulares;
• Busque exposição à luz natural quando possível, mesmo nos dias mais nublados, para reduzir o risco de alterações de humor e enxaqueca;
• Mantenha-se ativo, mesmo que com exercícios leves. O movimento ajuda a preservar a força muscular e a mobilidade;
• Converse com seu neurologista sobre possíveis ajustes na medicação durante o inverno, especialmente se os sintomas se intensificarem.
Por fim, Dr. Boaventura ressalta que os cuidados para quem vive com doenças neurológicas, o inverno não deve ser subestimado. “É importante entender que o frio não agrava a doença em si, mas pode acentuar seus sintomas. E conforme a doença evolui, a sensibilidade ao frio pode se tornar maior. Com os cuidados certos, é possível atravessar o inverno com mais conforto e segurança”, conclui o médico. Buscar orientações médicas e adotar estratégias de proteção pode fazer toda a diferença.

Bruna Caires
Pautear1 Comunicação
11.982199012

http://www.instagram.com/pautear1/
http://www.pautear1.com.br
Fale comigo: whats.link/pautear1com





Indique esta notícia:
Seu nome

Seu e-mail

Nome indicado

E-mails dos indicados (separados por vírgulas)

Mensagem (opcional)

Reproduza na caixa de texto, o código anti-spam abaixo



  
Entre em Contato com o responsável pela notícia:
Seu nome

Seu e-mail

Mensagem

Reproduza na caixa de texto, o código anti-spam abaixo



  
 
 Agenda
 
Belo Horizonte
07/02/2026

Grito de Carnaval do Shopping Cidade Reúne Meninada Neste Sábado (7)

Copyright © 2008 JORNOW. Todos os direitos reservados