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Sexta-Feira, 15 de Novembro de 2019
 

4 erros comuns que dificultam a modernização de software em empresas - 08/11/19

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Pode parecer estranho, mas software também envelhece. Por isso, precisamos estar preparados para seu processo de modernização. Afinal, uma abordagem inadequada pode custar muito caro e até mesmo colocar tudo a perder.

Em 1994, o cientista da computação americano David Lorge Parnas já dizia que assim como as pessoas, sistemas também envelhecem. Não podemos impedir esta questão, mas podemos entender suas causas, tomar medidas para limitar seus efeitos e nos preparar para o dia em que o software se tornar obsoleto.

Fernando Neiva Paiva, IT Executive e consultor ExímiaCo, lista quatro principais motivos para grandes empresas falharem na modernização de software legado.

 

#1 – Dar ênfase demasiada para motivações técnicas

Mais do que bom software, acreditamos que a tecnologia deve propiciar bons negócios. Mesmo com a adoção das tecnologias mais revolucionárias, que pode até fazer a empresa parecer moderna e descolada, se o principal objetivo não atender à necessidade concreta do negócio, o projeto estará ameaçado.

“Tecnologia é o meio, não o fim. Mesmo que um dos objetivos do projeto seja abandonar uma tecnologia ultrapassada, se não for gerado nenhum valor novo para o negócio, será difícil conseguir prioridade e, principalmente, orçamento frente a outras iniciativas”, explica Paiva.

 

#2 – Acoplar excessivamente o novo ao legado

Para realizar entregas parciais é comum fazer com que o software novo utilize recursos do antigo, as vezes consumindo APIs do anterior, outras vezes, inclusive, utilizando a mesma base de dados.

“Acreditamos que devemos priorizar entregas constantes e em ciclos curtos, mas a integração do sistema novo com o legado deve ser bem definida, delimitada e pouco acoplada” diz o especialista.

Projetos descuidados, correm o risco de fundir o sistema de maneira tão intrínseca ao antigo, tornando-os, ao longo do tempo, uma espécie de aplicação híbrida (atual e legado), onde o novo é incapaz de substituir seu antecessor.

É importante que algumas características sejam desativadas tão logo as equivalentes estejam prontas no sistema recente. Além disso, é sempre interessante lembrar que 20% das features de um software correspondem a 80% do uso. Começar por estas funcionalidades costuma reduzir a “dor” da migração.

#3 – Não conseguir o patrocínio explícito de um sponsor executivo

É comum que ocorram pressões para desmobilizar times de projetos de modernização, com o argumento de que o legado já funciona, portanto “refazê-lo” seria um desperdício. Também haverá forças políticas contrárias de pessoas que, por atuarem no sistema anterior, se sentem ameaçadas com a proposta de sua substituição.

Fernando Paiva ressalta que se não há um patrocinador executivo forte, que entende claramente e acredita na estratégia de negócio que esse projeto carrega, dificilmente haverá condições de resistir a todas as pressões.

É importante que este sponsor reconheça seu papel de maneira explícita. Por isso, ele deverá ser acionado sempre que apoio for necessário.

#4 – Tornar-se legado antes mesmo de ir para produção

Todo projeto nasce com a melhor das intenções, fazendo uso do que há de mais moderno disponível na tecnologia. Entretanto, por falta de capacidade ou direcionamento, é comum que, para avançar, times assumam grande volume de dívidas técnicas.

Um sistema se torna legado quando nossa capacidade de pagar dívidas técnicas é menor que a necessidade de contrair novas. “Se os gestores não conseguem acomodar a pressão por entrega de novas features, sem esquecer das questões técnicas que permitirão ao projeto evoluir de maneira sustentável, podemos ter um legado muito antes do que imaginamos. Talvez, até mesmo, antes de qualquer parte do projeto entrar em produção”, contextualiza.



Diante destas quatro situações apontadas, conclui-se que para fazer com que projetos de software sejam bem-sucedidos, é necessário estabelecer, antes de tudo, a motivação de negócio que deverá ser atendida. Para isso, é fundamental tornar explícito quem será o patrocinador do projeto. Deve-se começar, como sempre, pelo que há de mais relevante e ter controle intensivo sobre o volume de dívidas técnicas assumidas.

“Os equívocos descritos aqui são mais fáceis de identificar do que de evitar. Mas o esforço vale a pena”, finaliza o executivo.

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Informações para a imprensa

M CLAIR COMUNICAÇÃO

(11) 3624-5170/ 97675-8831/ 95456-6175



Fabíola Pedroso

fabiola@mclair.com.br

Kelly Pinheiro

kelly@mclair.com.br 





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