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Levantamento do Data Secovi, instituto de pesquisas da CMI/Secovi-MG (Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato da Habitação de Minas Gerais), mostra que o mercado imobiliário de Belo Horizonte registrou a comercialização de 6.672 unidades no primeiro trimestre de 2026, incluindo apartamentos, casas, lojas, salas comerciais, lotes, galpões e vagas. No mesmo período em 2025, foram 7.397 imóveis vendidos, o que representa uma redução de 9,8% em unidades.
O segmento residencial manteve forte participação no desempenho do setor e respondeu por aproximadamente 90% das unidades vendidas na capital mineira. O valor médio dos imóveis residenciais chegou a R$ 689,9 mil neste ano, o que representa uma valorização de 4% em relação ao valor médio de 2025 (R$ 662,8 mil).
Os apartamentos concentraram a maior parte das negociações, com cerca de 79,2% das unidades comercializadas no primeiro trimestre. Foram vendidos 4.997 apartamentos, uma queda de 9,3% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram negociadas 5.508 unidades. A redução foi concentrada nos segmentos Standard (imóveis com valores entre R$ 500 mil a R$ 700 mil), Econômico Faixa 4 (entre R$ 350 mil e R$ 500 mil) e Econômico (até R$ 350 mil), com quedas de 5,2%, 8% e 19,9%, respectivamente. Houve aumento de vendas de 10,6% no segmento Alto (imóveis entre R$ 1,25 milhão e 2 milhões); de 11,6% no Luxo (entre R$ 2 milhões e R$ 4 milhões) e de 31,8% no Super Luxo (acima de R$ 4 milhões).
Já o valor médio do metro quadrado dos apartamentos registrou valorização de 6,3%: passou de R$ 14,3 mil, em 2025, para R$ 15,2 mil neste ano. A maior alta no valor do metro quadrado ocorreu no segmento Super Luxo (47%), que chegou a R$ 19,9 mil; o segmento Econômico teve queda de 57% e ficou em R$ 5,8 mil.
A análise do perfil das vendas mostra predominância dos imóveis econômicos nas negociações de apartamentos. Aproximadamente 32,6% das unidades vendidas no trimestre pertencem ao padrão econômico faixas 2 e 3, com imóveis de até R$ 350 mil. Já o padrão econômico faixa 4 respondeu por 20,3% das vendas. Os imóveis de luxo e super luxo representaram 3,5% das unidades comercializadas no período.
O levantamento também identificou forte concentração das vendas em algumas regiões da cidade. A Centro-Sul respondeu por 25,1% das unidades comercializadas no trimestre, seguida pelas regiões Oeste, com 18,8%, e Pampulha, com 14,9%. A região Norte registrou a menor participação nas negociações: 4,2%.
Na análise dos valores dos apartamentos, os bairros Santa Lúcia, Belvedere e Santo Agostinho apresentaram os maiores preços da capital, todos acima de R$ 25 mil por metro quadrado. Na outra ponta, Pousada Santo Antônio, Califórnia e Marajó registraram os menores valores médios, abaixo de R$ 3.150 por metro quadrado.
Considerando o Valor Geral de Vendas (VGV), os bairros Buritis, Lourdes e Santo Agostinho lideraram o mercado no trimestre. Somente no mês de março, o Buritis registrou a comercialização de 138 unidades, que geraram VGV de R$ 109,7 milhões. Na sequência, foram vendidas 55 unidades no Lourdes (VGV de R$ 70,6 milhões) e 43 no Santo Agostinho (VGV de 66,4 milhões).
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