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Sábado, 23 de Março de 2019
 

Retardar o banho dos recém-nascidos aumenta as taxas de amamentação - 14/03/19

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Retardar o banho dos recém-nascidos aumenta as taxas de amamentação

O banho mais tardio do recém-nascido pode aumentar as taxas de amamentação exclusiva intra-hospitalar e o período de amamentação após a alta hospitalar

Embora seja prática comum há décadas dar banho nos recém-nascidos saudáveis nas primeiras horas de vida, um novo estudo da Cleveland Clinic descobriu que esperar cerca de 12 ou mais horas, após o nascimento, aumentou as taxas de amamentação dos recém-nascidos internados. O artigo foi publicado no Journal for Obstetrics, Gynecologic, and Neonatal Nursing.

Heather DiCioccio, enfermeira da Unidade Mãe / Bebê, do Hospital Cleveland Clinic Hillcrest, decidiu fazer o estudo depois de se deparar com mães pedindo para adiar o primeiro banho. As mães estavam lendo em blogs que era melhor esperar para dar o banho no bebê pela primeira vez, já que o líquido amniótico tem um cheiro parecido com o da mãe - o que poderia facilitar a amamentação. DiCioccio começou a investigar a prática e encontrou pouca ou nenhuma evidência científica sobre o assunto. Ela decidiu, então, pesquisar o tema por si mesma.

Cerca de 1.000 pares saudáveis de mães e recém-nascidos participaram do estudo, incluindo 448 bebês que tomaram banho logo após o nascimento (janeiro a fevereiro de 2016) e 548 que adiaram o banho (julho a agosto de 2016). Os resultados mostraram que as taxas de amamentação exclusiva aumentaram de 59,8% para 68,2% após a intervenção. Os recém-nascidos no grupo de banho atrasado também tinham maior probabilidade de seguirem um plano de alimentação complementar que incluía o leite humano.

DiCioccio aponta vários fatores que podem ligar a prática de adiar o banho ao aumento das taxas de amamentação, incluindo um maior tempo de contato pele a pele entre mãe e bebê, o cheiro (a similaridade do cheiro entre o líquido amniótico e o seio pode encorajar bebês a mamar) e a temperatura. Bebês no grupo do banho retardado eram mais propensos a ter temperaturas estáveis / normalizadas após o primeiro banho. Então, eles não sentiam tanto frio quanto os bebês que tomavam banho logo após o nascimento, e não ficavam tão cansados tentando mamar.

Agora, a política do serviço onde a pesquisadora trabalha é adiar o banho por pelo menos 12 horas, a menos que a mãe se recuse a esperar. Nesse caso, a instituição solicita um atraso de pelo menos duas horas. A Cleveland Clinic está atualmente trabalhando para aprovar este atraso no banho em todos os seus hospitais. DiCioccio espera que seu estudo estimule mais pesquisas e mude a prática nacional.

“A Academia Americana de Pediatria, assim como diversas entidades médicas brasileiras, recomendam o aleitamento materno exclusivo por cerca de 6 meses e, em seguida, a continuidade da amamentação, durante a introdução de novos alimentos, até a criança completar 24 meses de idade ou mais. Conhecer novos fatores que podem estimular e aumentar o tempo de amamentação é especialmente importante no contexto da saúde da mãe e do bebê”, afirma o pediatra e homeopata Moises Chencinski (CRM-SP 36.349).



CONTATO:
Site: http://www.drmoises.com.br
Fanpage: http://www.facebook.com/doutormoises.chencinski/

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO:
Márcia Wirth
MW-Consultoria de Comunicação & Marketing em Saúde
Site: http://www.marciawirth.com.br
E-mail: faleconosco@marciawirth.com.br
Telefone e Whatsapp: (11) 9 9394 3597





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